Cultura do Queijo

Segundo a lenda, o primeiro queijo foi produzido quando alguém, provavelmente no Oriente Médio, descobriu que ao transportar leite no estômago de um bovino por um longo período o líquido se dividia em coalho e soro. Vestígios de queijos foram encontrados em uma tumba egípcia datada de 3.200 a.C.; e até Homero fez uma menção ao alimento na "Odisséia". O método tornou-se o modo popular de preservar leite e mantê-lo conservado em climas quentes. Depois, viajantes levaram o queijo para a Europa. Durante o período medieval, o queijo foi aperfeiçoado por monges em monastérios, que o envelheciam em cavernas. A bactéria e bolor que agora são adicionados manualmente existiam na natureza ou foram introduzidos por engano, criando novos tipos de queijos.

O queijo chegou no Brasil com os portugueses, que apreciavam a variedade produzida com leite de cabra. Uma curiosidade: embora não seja um grande consumidor de queijo (3 kg por ano), o brasileiro, dependendo de sua região, consome o queijo de diferentes formas. Enquanto em Minas Gerais e Goiás o consumo de queijo é feito como degustação - só o queijo mesmo, especialmente o "minas" -, no Sul, sobretudo por causa da imigração, o queijo é um acompanhamento de outros alimentos.

O antropólogo Câmara Cascudo, em seu clássico estudo "História da Alimentação no Brasil", afirma que essa valorização do queijo, obrigatório em receitas, não veio do português, mas do italiano [fonte:"História da Alimentação no Brasil"]. De qualquer forma, o Estado de Minas Gerais é o principal fabricante de queijos do país, com 50% da produção [fonte: Minas faz Ciência].